Obs.: Quando forem começar a ler, comecem do prólogo, indo para o capítulo 1, depois para o 2 e assim em diante! ^^

- Sejam bem vindos, meus caros leitores! - Johann dizia em seu tom de voz natural, demonstrando simplicidade e uma certa alegria de ver pessoas compartilhando de seu interesse pela sua história.

sábado, 17 de julho de 2010

Aviso.


Após receber constantes avisos de amigos, sobre o fato de alguém poder roubar a ideia de minha história, já que aqui qualquer um pode vê-la, fiquei um pouco em dúvida sobre se continuarei postando aqui ou não. Mas para que ninguém saia prejudicado, continuarei escrevendo, porém agora estarei passando os capítulos que vêm a seguir pelo msn. Conto com a compreensão de cada um de vocês. ^^

- Grato Matheus Martins.


Msn -> matheus.khorus@hotmail.com

Dúvidas (?) -> http://www.formspring.me/Darth099


sábado, 19 de junho de 2010

5.



Após ouvir e recapitular tudo aquilo em minha mente, uma breve dúvida surgia, percebendo isto, Rune logo me perguntava:

- Pelo que vejo em sua face há algo que o encomoda. O que o encomoda Johann?

- Sim, Há algo que me encomoda. – Eu dizia constatando a afirmação de Rune – Se David iria assumir o lugar do pai como chefe de sua família, isto significa que Alexander o era? – Perguntava introduzindo a minha dúvida.

- Sim, Johann! Continue...

- Mas como isso foi possível se sua família era oposta a ele?

- Desculpe-me se esqueci de lhe falar sobre isto! – Rune pedia desculpas sinceramente – Ao ver que os resultados eram bons, alguns Lecters finalmente começaram a apoiá-lo, embora sejam poucos, eles conseguiram convencer outros membros da família que aquilo era o correto, por fim todos ficaram à favor de Alexander ou por livre e espontânea vontade ou pelo medo de ficarem sozinhos do lado do contra.

- Acho que isto encerra o assunto por hoje! – Bryam falava enquanto se reajeitava no sofá.

- Sim, termina. - Rune respondia – Mas antes de mais nada gostaria de saber o que você tem em mente para amanhã Bryam.

- Nada, Por que? – Uma das sobrancelhas de Bryam era arqueada.

- É que estou querendo levá-los para o Brasil. – Rune dizia com sinceridade.

- E o que tem por lá, que há a necessidade de nossa presença? – Bryam demonstrava um leve interesse.

- É lá aonde que todos ou pelo menos grande parte dos Lecters estão, e seria interessante para Johann... Quem sabe talvez ele não encontre nada que devolva pelo menos uma parte de suas memórias.

E era assim que esta ideia começava a me agradar. “Seria possível que eu me recordasse de algo nesta viagem?”, animado com a ideia, apenas ficava a observar os dois conversarem.

- E por que precisa de mim? Já não seria o bastante a presença de Johann com você?

- Achei que você gostaria de ir! – Rune afirmava surpreso.

- Pois então se enganou, meu caro amigo! Você tem conhecimento de minhas responsabilidades. Se eu fosse ao Brasil, elas seriam comprometidas, principalmente se alguém soubesse do objetivo da mesma, enfim... Esta viagem só me prejudicaria, mas leve o Johann, por que eu vou ficar aqui, assim como devo fazer. – Bryam falava decidido, e com um sorriso gentil no rosto ele terminava – Eu não vou ficar ressentido, nem nada, se vocês forem sem mim. Fico agradecido por você ter pensado em me chamar, mas como já disse, eu não posso.

- Está bem Bryam, me desculpe! Então iremos eu e Johann.

- Então esta decidido – Bryam falava ainda sorrindo – Não peça desculpas Rune, eu que devo me desculpar, mas pelo que vejo você compreendeu os meus motivos! Johann, acho que você deveria dormir, talvez você sonhe com algo que lhe torne útil.

Após dizer isto, Bryam se levantava, sem ao menos esperar que eu o respondesse, afinal ele já sabia a resposta. Ele me guiava pelo mesmo caminho pelo qual haviamos passado para ir até aquela sala, porém desta vez, a face de Bryam era mais suave. Rune havia ficado na sala, certamente ele e Bryam convesariam em quanto eu dormia. Depois de ter me deixado no quarto em que à pouco havia acordado, Bryam voltava pelo corredor confirmando o meu pensamento. Sem nada para fazer, eu me trocava para dormir e logo depois escovava os meus dentes, terminando, eu ia me deitar. Fazendo tudo isso enquanto pensava, sem compreender muito bem, os motivos pelos quais, Bryam não poderia vir a viajar conosco, e era neste momento que uma nova idéia surgia em minha mente, “Eu poderia pedir para que Rune me explicasse isto direito depois”, “Mas será que ele me explicaria?”, Bom... não custa nada tentar.

Havia sido um dia repleto de informações novas( na verdade apenas algumas horas), para quem não se lembrava de nada. Enquanto esperava o sono chegar, eu revizava todasas informações que haviam sido passadas a mim naquele dia, e em alguns momentos o sono chegava, e eu já me encontrava dormindo. Sem ao menos saber o que esperar do dia seguinte.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

4.


- ... Quando eu disse que ao conhecer um pouco sobre a história de sua família, estaríamos conhecendo mais sobre a origem de nossa espécie, não estava brincando.

“Embora se saiba pouco sobre a origem dos Lecters, se sabe que a cerca de quatro gerações atrás um jovem de vinte anos, chamado Alexander Withlock Lecter que possuia habilidades até incomuns entre os membro de outras famílias a não ser a sua, cujos membros eram assim como ele, e que também haviam herdado estas habilidades de seus antecessores.”

“Nesta época começava a surgir a chamada Revolução Industrial na Inglaterra, Alexander era um jovem que se interessava por várias coisas diferentes, e já estava começando a se cansar de ser o único desta forma entre os meios socias e do cotidiano. Foi então que em uma noite ele teve um grande sonho, onde ele concedia poderes a várias pessoas, e assim por diante, até que em um futuro distante todos eram iguais, possuindo a capacidade de ter habilidades sobre-humanas.”

“Animado com o sonho, não demorou muito para que ele começasse a selecionar candidatos, que eram pessoas com bons corações e que saberiam utilizar corretamente suas habilidades. Enquanto fazia isto, ele também pesquisa em meios que não sabemos, sobre como conceder estas habilidades a pessoas até então normais.”

“Apesar desta não ser uma tarefa fácil, Alexander concegui desempenhá-la muito bem. Afinal cada humano já nasce com uma certa tendência para uma habilidade, e Alexander tinha de descobrir qual era à habilidade à que cada candidato tendia. Os estudos de Alexander demoraram cerca de seis anos para serem concluidos com exito. Após isto ele passou a conceder os poderes aos escolhidos, tambéms não se sabe os métodos utilizados por ele, para os escolher, mas suspeita-se que tenha sido através de suas observações sobre as vidas e atitudes de cada um.”

“Três anos de passaram e Alexander ficou satisfeito com os resultados que ele havia obtido, afinal aqueles a quem ele havia concedido as habilidades especiais às estavam utilizando corretamente, não buscando o benefício próprio, mas sim o bem em comum de toda a sociedade. Com isto ele decidiu dar habilidades especiais a outras pessoas no decorrer de um ano, que encerraria assim uma década, desde que ele começou a se dedicar ao projeto.”

“Os anos se passaram e o jovem Alexander que tinha ideias visionárias e inovadoras, já não era mais o mesmo, provavelmente as muitas cr´ticas e perseguições que ele sofria pelos seus parentes, que não apoiavam a sua atitude.”

“Aqueles com habilidades especiais foram se multiplicando, pelo fato de terem filhos, antes que uma desordem surgisse Alexander dividiu-os em classes, criando assim uma hierarquia de três niveis, que hoje é conhecida como a antiga hierarquia de poder, onde os Lecters, que são da família de Alexander estavam em primeiro lugar, os que redeberam poderes diretamente de Alexander estariam em segundo lugar, e em terceiro aqueles que não receberam poderes diretamente de Alexander, ou aqueles que são filhos de algum que recebeu com um humanos ou outra criatura qualquer.”

1º. Lecters

2º. Nobres

3º. Normais

“Com o passar dos tempos, duas novas classes surgiram, das quais nenhuma delas se tinha conhecimento ou estava inclusa na antiga hierarquia, os primordes e aqueles que são filhos de um Lecter com um não Lecter, que sendo assim não possui todo o poder de um lecter e não podem ficar incluidos na mesma classe ou nível que eles. E com a alteração a hierarquia ficou desta forma:

1º. Lecters e primordes

2º. Owens

3º. Nobres

4º. Normais

- Mas como um primorde pode se igualar à um Lecter? – Eu falava comigo mesmo, mas acabava falando alto de mais.

- Johann... Antes de mais nada você deve tirar a ideia de que um Lecter é invencível e que não há nada e nem ninguém que se compare a um Lecter... Por que este pensamento pode causar a sua destruição – Ele dizia – Assim como possuímos uma hierarquia , nós possuímos regras, como por exemplo: Somente um Lecter pode se tornar um primorde. Por isso todo Primorde é um Lecter também.

“ Um primorde é um Lecter que atingiu o estágio máximo de sua habilidade, sofrendo mudanças físicas, temperamentais e entre outras. Portanto ele deve ficar no mesmo nível dos Lecter’s na hierarquia.”

“Owen é o sobrenome que um meio Lecter recebe quando nasce, para diferenciá-los. Eles são mais fortes que os nobres, por possuírem uma ligação com os Lecter’s mais acentuada, ficando assim em segundo lugar na hierarquia.”

“Com isso os nobres ficaram insatisfeitos, por terem sido rebaixados, afinal eles estavam em segundo lugar e agora estavam em terceiro.”

“Não demorou muito para que Marx Owen Lecter, que fôra o primeiro Owen que existiu, ele preveu através de seus poderes que no futuro os nobres se revoltariam contra todos aqueles que estivessem acima deles na hierarquia, e sendo assim tomariam o poder e se tornariam a altoridade maior. Por ainda ser uma criança, Marx não acreditou em suas precisões, visto que isso tudo lhe era revelado por sonhos, sendo encarados por ele como meros pesadelos, chegando ao ponto de se submeter a visitas com um psiquiatra, que o internou, não funcionando, ele acabou por liberá-lo sob-medicação.”

“Os anos se passaram e Marx descobriu da pior forma possível que suas previsões não eram falsas, ou pelo menos meros pesadelos. Após a morte de Alexander, quando seu filho David Lecter iria assumir o seu lugar como chefe de sua família e líder de todos aqueles com habilidades especiais, o esperado aconteceu.”

“Era uma noite de festas e todos estavam reunidos, foi quando todos os nobres e seus aliados se rebelaram contra os Owens e os Lecters, os sobreviventes tiveram de fugir para outro local.”

“Ferido gravemente após a luta Marx, já estava para morrer quando pode prever uma última coisa.”

“Segundo a sua previsão em uma geração próxima um Lecter nasceria e retomaria tudo o que fora perdido, restaurando assim a paz entre Lecters e o restante de nossa raça. E este se tornaria um dos Lecters mais lembrados de todos os tempos, jutamente com os outros.”

“Desde então os Lecters vivem isolados, enquanto aguardam por este garoto.”

“E esta é a nossa história Johann, a história de todos nós.”speciais a outras pessoas no decorrer de um ano, que encerraria assim uma decada

sexta-feira, 28 de maio de 2010

3.

Era perceptível que Bryam estava nervoso e ansioso, afinal a cada três segundos ou menos ele batia com a parte da frente dos pés no chão. Ao olhá-lo com um pouco mais de atenção, ele perguntava:

- Há algo em que eu possa ajudá-lo Johann?

- Sim, gostaria de saber o porquê de tamanha ânsia pela chegada de Rune! – Esta era uma pergunta que eu começava e me fazer, afinal eram incomum aquilo, será que eu estava errado em pensar que aquilo era ânsia? E se... E se ele estivesse com medo de Rune? Serpa que ele havia previsto que Rune lhe faria algo? Por que temer Rune? Antes que eu pudesse formular mais perguntas Bryam me interrompia quando começava a falar.

Ao contrário do que pensas não estou com medo de Rune.- Afirmava Bryam, em uma tentativa fracassada de talvez dar impressão de ter falado a verdade – É que... Ele está atrasado.

- Verdade! – Dizia por fim. Ao ouvir isto Bryam dava um sorriso de contentamento em ver que eu acreditava no que ele havia dito, pelo menos era o que eu queria mostrar, já que a segunda parte do que ele havia falado era verdade. Segundo a previsão de Bryam, Rune deveria ter chegado a cerca de 5 minutos atrás.

- Mais alguma pergunta? – Bryam me perguntava sugestivamente – Talvez assim você me ajude a me distrair e eu fique menos ansioso. – Agora me incentivando.

- Eu tenho pais? Ou algum irmão? – Eu lhe fazia a única pergunta que me vinha à cabeça, atendendo assim ao seu pedido.

Por algum instante Bryam ficava um pouco pálido e paralisado, como se eu o tivesse surpreendido com a pergunta que ele não esperava ouvir, após alguns momentos ele se recuperava e dizia:

- Acho que não cabe a mim lhe contar sobre isto, mas já que fui eu quem lhe pediu para que perguntasse algo então irei responder. Mas que fiques claro que não vou aprofundar neste assunto! – Ele dizia decididamente – Está bem?

- Sim, está! – Eu dizia o respondendo, afinal para esta pergunta o ter surpreendido deveria ser interessante.

- Assim como toda pessoa comum, você tem um pai e uma mãe, embora você não seja como nós chamamos de uma pessoa comum. Eles já não estão mais neste mundo, e quanto ao seu irmão ele desapareceu já a alguns anos, e desde então não temos mais notícias deles, alguns boatos dizem que ele esteja morto, mas ninguém sabe a verdade! Seu nome era James, e também não se sabe o motivo de seu desaparecimento!

- Como meus pais morreram? E como meu irmão desapareceu? – Eu lhe perguntava agora um pouco mais interessado.

- Como já lhe havia dito não vou me aprofundar neste assunto.

Com uma pausa Bryam olhava para a porta dando um pequeno sorriso de lado com a bochecha esquerda, e logo depois voltava a dizer:

- Acho que nosso convidado acaba de chegar!

Em instantes já se podia ouvir um pequeno barulho de passos que ia aumentando gradativamente, eles começavam calmos, mas logo mudavam para passos apressados, continuando, contudo de forma cautelosa, como alguém que tem segurança do que faz, e que está indo para aquilo pelo qual esperou tanto ( No caso uma semana ), certamente estava um pouco preocupado.

A porta que ficava entre o corredor em que haviam passado e a sala em que estavam, começava a se abrir lentamente, ganhando certo impulso, abrindo-se rapidamente. Era então que uma figura na forma de um garoto que pelo seu porte físico tinha aproximadamente 17 anos assim como eu, seus cabelos eram castanhos e curtos, cujo penteado era espetado na parte do tampo da cabeça, e normal nas laterais e na parte de trás, seus olhos eram azuis assim como os meus, só que menos intensos. Ele trajava uma blusa pólo branco, e uma calça preta comum, após percorrer a sala com seus olhares concentrados, ele os fixava em mim, dando assim um pequeno sorriso de satisfação, aparentando estar feliz em me ver bem.

- Olá Johann! – Dizia ele ainda com o pequeno sorriso no rosto, sua voz era calma, mas séria e com certa naturalidade perceptível - Olá Bryam! – Ele dizia se voltando para o Bryam.

- Olá Rune! Espero que tenha tido uma boa viagem. – Bryam respondia receoso quanto a satisfação de Rune.

- Desculpe-me a demora, encontrei um certo problema ao chegar! – Runse falava naturalmente para Bryam de novo de forma que eu não entendia.

- Queria que este fosse o único problema! – Bryam falava sinceramente com uma leve bufada – Sente-se Rune, creio que precisamos conversar.

Era impressionante como a expressão de Rune podia mudar tão rapidamente, passando de uma expressão alegre para uma surpresa e depois para uma mais séria. Quando já iria falar alguma coisa Bryam o interrompia dizendo:

- Por favor?

Ao ouvir isto Rune ia em direção ao sofá em que eu me encontrava e se sentava ao meu lado, enquanto aguardava pelas palavras de Bryam. Algum tempo depois Bryam começava a falar:

- Como você deve saber Johann chegou aqui a cinco dias atrás, onde ficou dormindo desde então... – Bryam dizia tranquilamente, mas com certo receio em sua voz, certamente enquanto se perguntava se deveria mesmo contar lhe sobre isto.

- Sim, eu sei. Prossiga por favor! – Rune falava de forma um pouco rude, demonstrando um pouco de impaciência, enquanto esperava que ele continuasse.

- Ele acordou a pouco, e pelo que pude constar através de algumas observações que fiz, e tudo aquilo que conversamos desde então... Ele não se lembra se nada sobre o seu passado até o momento em que acordou... – A voz de Bryam começava a falhar.

- Mas como... – Rune tentava interromper a fala de Bryam, mas logo Bryam retomava a sua fala.

- Apesar disso ele ainda se lembra de coisas básicas, e tudo o que lhe disse ele já sabe, embora não esteja se recordando.

Após ouvir estas palavras Rune se acalmava um pouco, mas não totalmente dando para se notar ainda certa revolta, como se apenas uma parte do problema estivesse solucionada.

- Concluo que devido a alguma causa desconhecida a nós, ele bloqueou suas memórias, e se isto for verdade, espero que chegue o mais rápido possível o momento oportuno pelo qual ele espera para liberá-las para si mesmo... – E foi assim que Bryam começou uma longa discussão com Rune sobre o aparente problema.

Enquanto Bryam e Rune discutiam sobre o assunto era comum que alternadamente algum deles me olhasse, e ao notar que eu os estava observando dar um pequeno sorriso. Os olhares de Rune eram como os de um jovem que levou seu irmão ao médico e este fala sobre o seu diagnostico para ele. E os de Bryam, eram como os do medico que fala para o irmão do jovem diagnosticado sobre o problema que ele tem. Apesar de nenhum dos dois ser ou meu irmão ou um médico, eu sabia que algo havia entre eles, como uma laço de amizade, onde Rune sabia que podia confiar nas palavras de Bryam, do contrario ele não o escutaria atenciosamente como estava fazendo nesta situação, aceitando suas conclusões e probabilidades, e era assim que o primeiro momento em que alguém demonstrava que eu poderia confiar nas palavras de Bryam acontecia, pelo menos o que eu me lembrava.

Ao acabarem de discutir sobre aquele assunto Rune já se encontrava completamente calmo e Bryam mais seguro, recuperando assim a sua compostura original, a gentil.

- Pelo que vejo a situação em que nos encontramos é um pouco séria, mas nada que não possa ser resolvida. – Rune falava confiantemente – Mas antes de tudo, sinto que você deveria conhecer um pouco da história da sua história... Ou melhor... Da de todos nós. Gostaria de me ouvir falar sobre isto Johann? – Perguntava-me Rune.

- É claro que sim! - Eu o respondia inundado por sua confiança.

- Então deixe-me começar...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

2.

... Ao abrir os olhos e me assentar eu podia ver que me encontrava em um quarto escuro e aparentemente normal, eu não precisava me esforçar para ver o quarto, mesmo que fosse escuro, meus olhos haviam se ajustado perfeitamente a pouca iluminação. O quarto era grande e na parede que se encontrava a minha esquerda havia um guarda-roupa embutido, em outra parede estava encostada a cabeceira de uma cama de solteiro, onde eu estava, ao seu lado havia uma porta que no momento estava aberta, dando para se perceber que dava para uma suíte, e do outro lado da cama havia um criado, com um relógio e um abajur. Na parede da minha direita havia uma janela e uma escrivaninha que continha um notebook, e alguns outros objetos como lápis, canetas, blocos de papel etc. Na parede que ficava oposta a outra parede em que a cabeceira da cama estava encostada havia uma porta fechada ao seu lado havia um acendedor de luz, e uma estante de livros, que continha vários livros.

Logo após observar atentamente o quarto, eu me levantava da cama e ia ao guarda-roupa abrindo assim uma das portas onde se havia um espelho afixado na parte que fica para dentro desta porta, ao começar a olhar para mim mesmo refletido naquele espelho, eu via que estava vestindo uma calça que deveria ser de um pijama e estava sem camisa, meus olhos eram azuis e sua tonalidade era clara como o céu em uma tarde ensolarada, meu cabelo era liso, da cor preta e curto, ao pegar no mesmo com uma de minhas mãos, percebia que também era macio, o meu físico era ótimo, mas se espalhando pelo meu tórax para as costas se encontravam algumas cicatrizes, das quais eu as contornava com os dedos, estas eram finas e não tão grandes.

O mais estranho de tudo era que ao tentar me lembrar a onde eu estava nada me vinha à cabeça, era como se tudo o que eu tivesse vivido, tivesse sido apagado de minhas memórias, aos poucos a minha cabeça começava a doer, indo de uma leve dor de cabeça para uma forte dor de cabeça. Instantaneamente eu caia ajoelhado no chão, com as mãos sobre a minha cabeça, a pressionando e pensando no como aquilo tudo era estranho, aos poucos meu corpo ia ficando fraco, e eu me perguntava quanto tempo ia agüentar ficar ali parado, prostrado diante de meus joelhos, eu podia prever que em alguns instantes iria cair inconsciente no chão.

Enquanto isso sem ao menos eu perceber a porta que ficava ao lado da estante de livros e que até então havia estado fechado se abria rapidamente, e desta mesma surgia uma figura vindo em minha direção rapidamente, tentando ver quem estava entrando eu via um homem, ele vestia uma bermuda jeans e uma blusa de manga curta preta com uma listra grande e branca no meio, seus olhos também eram azuis, mas de uma tonalidade diferente, era um pouco mais escura , e o seu cabelo era loiro e curto, ele estava segurando um copo com água em uma das mãos, enquanto na outra ele trazia uma espécie de comprimido que eu não sabia ao certo o que era, mas isso não me importava, pelo menos até aquele determinado momento, em instantes ele se ajoelhava , ficando de frente para mim, ao olhar em sua face dava para notar que ele falava algo, mas eu não conseguia escutar.

Ao perceber que eu não o estava escutando ele fazia alguns gestos para mim indicando que era para eu tomar o comprimido e logo depois beber a água, seguindo suas recomendações apesar de não saber se aquele homem era digno de confiança eu fazia o que ele mandava.

A dor de cabeça já começava a se dissipar, e aquele barulho agudo que havia surgido misteriosamente já havia sumido completamente, mas uma onda de sonolência começou a surgi, assumindo assim o controle do meu corpo, e em alguns segundo depois, talvez até minutos ou horas, já que o tempo não demonstrava estar passando naquele local, eu já estava dormindo.

Ao acordar novamente eu me encontrava deitado no mesmo local, era inevitável pensar naquele jovem que havia aparecido, “Quem seria ele? Eu o conheço?” este era o tipo de pergunta que eu fazia a mim mesmo, enquanto nem notava que a dor de cabeça ou aquele barulho agudo já não me assolavam mais. Os meus pensamentos eram interrompidos instantaneamente ao ouvir uma voz que aparentava maturidade e uma certa preocupação me chamar.

- Olá Johann!

Ao olhar ao meu redor, eu via aquele mesmo jovem que esteve presente naquele momento passado, ele estava encostado na quina da porta que dava para um corredor, ao perceber que eu havia atendido ao seu chamado, ele se direcionava a escrivaninha, pegando com uma das mãos a cadeira que ficava de frente para ela, levando-a e colocando ao lado da minha cama onde eu estava sentado, ao colocá-la ali ele se sentava sobre ela e coloca a cabeça sobre as mãos que estavam sobre o seu colo, ele demonstrava estar preocupado, quando ele voltou ao normal, a sua preocupação já não era tanta como:

- Olá, me desculpe, mas eu não me lembro de você! – Eu dizia em quanto me levantava de maneira que poderia ficar. – Quem é você?

- Hum... Interessante – O Jovem dizia com uma expressão de fascinação. - Pensei que isto era impossível. – Logo após dizer tais palavras ele começava a rir, e uma nova expressão surgia sobre a sua face, desta vez parecia ser de alegria e contentamento.

Ao ficar escutando ele rir, uma onda de impaciência e raiva começavam a surgir em mim, meus olhos juntamente com os meus punhos começavam a ficar semi cerrados, ao perceber isto o jovem parava de rir, e ficava quieto por um instante e logo dizia:

- Você não mudou mesmo, heim? – Ele dizia se controlando para não voltar a rir - Mas antes de me explicar deixe me perguntar uma coisa, você se lembra de alguma coisa do seu passado?

Johann que ainda lutava para vencer aquelas emoções, ele conseguia, em alguns instantes ele abria os olhos e as mãos, e com uma voz séria ele dizia:

- Não me lembro de nada, que tenha ocorrido antes de eu ter acordado, pela primeira vez!

- Hum... O que me fez rir foi simplesmente você não se recordar de nada anteriormente ao ocorrido e ainda assim se lembrar de seu nome, prova disto é que quando lhe chamei pelo seu nome, você atendeu.

- E como isto seria possível? – Dizia Johann surpreendido por aquela resposta, ele se lembrava do momento em que o Jovem o havia chamado pelo nome de Johann, e sem ao menos notar ele havia atendido ao chamado.

- Como isto é possível? Não me pergunte, mas se eu dissesse que não seria possível estaria subestimando suas habilidades, e, além do mais, alguns casos, a ciência e a lógica não podem explicar. Respondendo a sua pergunta inicial, me chamo Bryam Scoth e prevendo a suas outras perguntas antes que as faça... Sim já nos conhecemos, na verdade eu já o conhecia antes mesmo de você nascer, não me pergunte como, tenho certeza que um dia, em um futuro distante você vai descobrir, e não cabe a mim estragar este momento.

Antes mesmo de Johann terminar de pensar na próxima perguntar Bryam continuava:

- Você se chama Johann e pertence à família Lecter, há uma semana você fugiu de lá, mas antes disto, você tomou precauções para que não fosse encontrado, por isso pediu para Rune não te localizar dentro de uma semana, e cuidar para que mais ninguém o fizesse. Você chegou aqui há cinco dias, já passava das duas da manhã, você estava sujo e exausto, dando a impressão de que você veio direto da casa de sua família para aqui, sem pausas para descanso, ou para qualquer outro tipo de tarefa, se fosse alguém normal, ele teria desmaiado antes mesmo de chegar aqui, mas quando me pego em tal pensamento, eu me lembro de quem você é. Quando chegou aqui você me pediu para ficar algum tempo, fiquei algumas horas tentando conversar com você, mas você não me dizia nada que fosse explicar por que havia fugido de sua casa ou tivesse vindo para aqui, logo depois que percebi que todas as tentativas que fiz foram em vão e que nada que eu fizesse poderia fazer com que você falasse, você foi dormir, e ficou dormindo desde então, até hoje.

Johann começava a pensar em quem seria Bryam, mas antes mesmo de poder terminar ou concluir qualquer um de seus pensamentos em perguntas, Bryam novamente falava:

- Como já disse meu nome é Bryam Scoth. Tenho uma doença pela qual tenho de evitar a luz do sol , por isso não fique surpreso se não me ver a luz do dia, ou por mesmo de dia a minha casa ser um pouco escura. Possuo a habilidade de prever o que está por acontecer, muitos chamam isso de prever o futuro, mas sou um tipo diferente, eu prevejo o que vai acontecer através de algo que está acontecendo, por isso o que prevejo não tem como mudar, ao contrario dos outros que podem prever o futuro, mas estas previsões são modificadas pelas decisões que cada um toma. Por exemplo, eu posso prever cada pergunta que você vai fazer, mas para isso preciso que você comece a pensar nesta pergunta, até cinco dias atrás, para prever o que você estava por perguntar eu tinha que esperar você começar a fazer a pergunta, mas eu não fazia isso, afinal é falta de educação interromper alguém quando está falando.

Quando Johann estava começando a pensar o porquê de Bryam não conseguir entrar em seus pensamentos até cindo dias atrás, e o porque dele conseguir agora Bryam voltava a responder antes mesmo dele perguntar:

- Isto se deve ao fato de você possuir um bloqueio mental muito forte, ou seja, não há como entrar em sua mente, seja para ver os seus pensamentos ou extrair alguma informação, para fazer isto, é necessário um certo nível de experiência que poucos tem. Se você não se importar Johann gostaria de levar a minha sala de estar, daqui a poucos minutos Rune vai tocar a campainha, e ele vai querer conversar com você, então se prepare, pois ele não vai gostar de ficar sabendo que encobriu os seus rastros durante uma semana, para que no fim você fosse perder a memória de tudo o que já aconteceu com você.

- Está bem, mas será que tem como você parar de ler os meus pensamentos? Gostaria de fazer eu mesmo as minhas próprias perguntas. – Eu dizia deixando sobressair o meu encomodo com aquilo.

- Está bem Johann, eu vou parar, mas agora você deve trocar de roupa, não vai querer receber uma visita de pijama! – Bryam falava com sarcasmo.

Após mencionar tais palavras Bryam se retirava e fechava a porta, me dando assim privacidade para poder trocar de roupa. Depois que ele saiu eu ia em direção ao guarda-roupa, como eu não me lembrava em qual das portas do guarda-roupa, estavam as minhas roupas eu abri todas as portas dele, até achar aquela em que estavam as minhas roupas, nas duas primeiras que eu havia aberto estavam a parte onde ficavam as camisas, lá havia uma grande variedade de estilos de camisas, indo de camisas sociais, a camisas pólo, camisetas, blusas de mangas compridas e entre outros tipos. Abrindo mais duas portas, eu via a parte onde estavam os sapatos, tênis, sandálias, chinelos. Na seguinte ficavam várias partições, onde estavam lençóis, travesseiros e cobertores. Nas outras duas restantes estavam as calças, que assim como as blusas tinham grandes variedades, e também tinha algumas gavetas, onde havia meias, roupas íntimas e etc. Por fim eu acabava pegando uma blusa pólo da verde escuro, um short preto e um chinelo. Em seguida eu voltava a me sentar na cama e revisar tudo o que havia sido discutido desde que havia acordado.

Em alguns minutos, Bryam batia na porta e perguntava se já estava pronto, após eu responder afirmativamente, ele abria a porta e começava a me guiar pelo corredor, que era repleto de pinturas de paisagens e monumentos históricos, dos quais eu reconhecia a maioria, como o coliseu, ou a Capela cistina e entre outros monumentos como o Palácio de Versalhes e a muralha da China, quando mais se adentrava pelos corredores, mais pinturas eram identificadas, era como se eu já tivesse visto todos aqueles monumentos, e em minha mente eu poderia buscar várias informações a cerca destes monumentos, como se ela fosse uma enciclopédia pronta para me dar as informações que alimentassem a minha sede por conhecimento. Ao chegar ao fim daquele corredor, podia-se ver uma porta que se abria em duas, esta parecia ser antiga, pois a medida que o tempo havia passado desde que fora feita havia deixado a sua cor um pouco mais escura, deixando-a cada vez mais bela, ao chegar até aquela porta Bryam colocava as palmas de suas mãos sobre a superfície das duas metades das portas e as empurrava, com a força que Bryam empurrava as portas elas se abriam para o lado de dentro do outro cômodo, era notável que pessoas normais não conseguiriam abrir aquelas portas, pelo fato de serem pesadas, logo que as portas já estavam abertas eu entrava, e em seguida Bryam fechava as portas atrás de mim.

Aquele era um belo cômodo, que após analisar eu identificava como uma típica sala de estar onde as pessoas poderiam conversar calmamente sem serem interrompidas, era grande e confortável ele possuía um ar nobre de outra época passada, em uma das paredes havia janelas imensas que eram cobertas pelas imensas cortinas que eram proporcionais ao tamanho das janelas e paredes, como o resto da casa as paredes haviam sido pintadas por tons neutros, e todos os objetos do lugar combinavam com eles, haviam dois sofás em posições que permitiam que aqueles que se sentassem ali, ficassem de frente para o outro ou ao seu lado, entre eles havia um tapete com várias figuras geométricas que se encaixavam perfeitamente, e em cima do tapete havia uma mesa de centro, com uma pequeno vaso de rosas vermelhas em cima, em todo aquele cômodo haviam duas portas, uma na parede esquerda e outra na da direita, sendo que era pela porta da direita que nós havíamos passado á pouco. Interrompendo todos os meus pensamentos Bryam falava:

- Johann, está é a minha humilde sala de estar, não gaste tempo com pensamentos, apenas venha se sentar aqui a minha frente, enquanto aguardamos Rune.

Seguindo o que Bryam havia me dito eu me assentava no sofá que ficava de frente para o que ele estava assentado, uma onda de curiosidade e ânsia vinham sobre mim, afinal “Quem seria Rune? Ou pelo menos, como ele seria comigo?” eram perguntas que vinham sobre a minha mente e que eu sabia, que só acabariam quando ele chegasse.

1.

Em algum lugar neste vasto e imenso mundo eu me encontrava... Eu sabia aonde estava, como havia parado ali e tudo mais. Às vezes nos arrempendemos por termos tomado alguma escolha, mas não era aquilo que eu estava sentindo naquele momento, e isto... Era o mais interessante de tudo. O que eu estava sentindo era que tudo aquilo estava certo, e que apesar de me encontrar submerso à uma grande profundidade, acorrentado ao chao, e podendo respirar somente por uma máscara que cobria parte de minha face, eu estava feliz e em paz.

Ao longo de vários e vários ano eu procurei desenvolver as minhas habilidades e salvar a todos que estavam próximos de mim, os progendo, e os defendendo, e só pude me sentir daquele jeito em alguns poucos dias de muitos em que já vivi.

Pode até parecer estranho ou até mesmo maluquisse alguém estar feliz mesmo estando preso à algum local, o que definitivamente eu não estava, afinal quando se fala em estar preso, valem algumas condições, a de você não saber aonde está, ou até mesmo estar contra a sua vontade e não poder sair dali sozinho. E eu não me encaixo em nenhuma destas condições. Então pesso que pense na possibilidade de eu não estar preso aqui, e que procure ver as coisas e os fatos como eu os vejo. Voltando ao assunto inicial deste paragráfo, digo que isto não é estranho.

Quando uma pessoa vive a maior parte de sua vida se preocupando com os outros e acaba por conseguir vivenciar um momento de tranquilidade, onde não existe nada além de você e nada com o que se preocupar, você só consegue sentir duas coisas possíveis, alegria ou arrependimentode estar ali, o que também não é o meu caso.

Para podermos começar eu vou lhes responder à algumas perguntas. Peço que prestem muita atenção, por que não sou de repetir o que falo.

Considere as perguntas de onde, como estou ou até mesmo o por que respondidos. Começaremos então por quem sou... Me chamo Johann Lecter, guardem este nome, por que ainda o escutarão este nome muito. O que eu sou? Isso irá depender de pessoa para pessoa, mas não sou normal e muito menos comum, destes tipos de pessoas que se enontram em qualquer lugar ou ambiente. Pelo contrário, sou único e provavelmente só deve-me encontrar aqui, e se vier a me encontrar em mais algum local, será aonde e como eu desejar. Estas são as perguntas básicas de apresentação. Agora vamos a história:

Eu não sei se você leitor ou ouvinte sabe como é se sentir confuso, quanto ao motivo de não saber quem é, de onde veio, ou quem será. Se você já se sentiu assim, então considere’se privilegiado por saber como me sentia à algum tempo atrás, e foi exatamente assim que a trajetória que me levou a este exato momento se iniciou...

Prólogo

Antes que você, leitor, se estresse e queime estas folhas devido a algum acontecimento que não goste, devo-lhes dar um pequeno aviso e esclarecimento.

Se você está lendo esta história em busca de finais felizes e coloridos, onde todos se dão bem seja no decorrer da história ou no final, peço-lhes que abandone esta espectativa ou então pare de ler este livro. Agora que já o dei considere-se avisado.

Quanto ao esclarecimento... Você não está cansado de ler livros onde tudo termina bem? Ou onde noo final, o aparente “mocinho” vence o aparente “vilão”, e fica com a bela dozenla que sofria perigo? Pois é assim que a grande maioria dos livros de hoje em dia estão. Se no caso a sua resposta a essas duas perguntas anteriores foram positivas lhes desejo uma boa leitura, e tenho orgulho em dizer que seremos bons companheiros à partir de agora. Mas se ela vir a ser negativa, vejo que desconsiderou os meus avisos e continua lendo. De qualquer modo, saibas que a escolha foi sua. Agora a todos vocês que optaram por ler, eu não lhes prometo agradar com o final, mas prometo que quando você pensar que já sabe o final, eu estarei aqui para lhe surpreender. Acabando agora com a enrolação e com a seção de avisos e esclarecimentos vamos ao primeiro capitulo.