Obs.: Quando forem começar a ler, comecem do prólogo, indo para o capítulo 1, depois para o 2 e assim em diante! ^^

- Sejam bem vindos, meus caros leitores! - Johann dizia em seu tom de voz natural, demonstrando simplicidade e uma certa alegria de ver pessoas compartilhando de seu interesse pela sua história.

sábado, 19 de junho de 2010

5.



Após ouvir e recapitular tudo aquilo em minha mente, uma breve dúvida surgia, percebendo isto, Rune logo me perguntava:

- Pelo que vejo em sua face há algo que o encomoda. O que o encomoda Johann?

- Sim, Há algo que me encomoda. – Eu dizia constatando a afirmação de Rune – Se David iria assumir o lugar do pai como chefe de sua família, isto significa que Alexander o era? – Perguntava introduzindo a minha dúvida.

- Sim, Johann! Continue...

- Mas como isso foi possível se sua família era oposta a ele?

- Desculpe-me se esqueci de lhe falar sobre isto! – Rune pedia desculpas sinceramente – Ao ver que os resultados eram bons, alguns Lecters finalmente começaram a apoiá-lo, embora sejam poucos, eles conseguiram convencer outros membros da família que aquilo era o correto, por fim todos ficaram à favor de Alexander ou por livre e espontânea vontade ou pelo medo de ficarem sozinhos do lado do contra.

- Acho que isto encerra o assunto por hoje! – Bryam falava enquanto se reajeitava no sofá.

- Sim, termina. - Rune respondia – Mas antes de mais nada gostaria de saber o que você tem em mente para amanhã Bryam.

- Nada, Por que? – Uma das sobrancelhas de Bryam era arqueada.

- É que estou querendo levá-los para o Brasil. – Rune dizia com sinceridade.

- E o que tem por lá, que há a necessidade de nossa presença? – Bryam demonstrava um leve interesse.

- É lá aonde que todos ou pelo menos grande parte dos Lecters estão, e seria interessante para Johann... Quem sabe talvez ele não encontre nada que devolva pelo menos uma parte de suas memórias.

E era assim que esta ideia começava a me agradar. “Seria possível que eu me recordasse de algo nesta viagem?”, animado com a ideia, apenas ficava a observar os dois conversarem.

- E por que precisa de mim? Já não seria o bastante a presença de Johann com você?

- Achei que você gostaria de ir! – Rune afirmava surpreso.

- Pois então se enganou, meu caro amigo! Você tem conhecimento de minhas responsabilidades. Se eu fosse ao Brasil, elas seriam comprometidas, principalmente se alguém soubesse do objetivo da mesma, enfim... Esta viagem só me prejudicaria, mas leve o Johann, por que eu vou ficar aqui, assim como devo fazer. – Bryam falava decidido, e com um sorriso gentil no rosto ele terminava – Eu não vou ficar ressentido, nem nada, se vocês forem sem mim. Fico agradecido por você ter pensado em me chamar, mas como já disse, eu não posso.

- Está bem Bryam, me desculpe! Então iremos eu e Johann.

- Então esta decidido – Bryam falava ainda sorrindo – Não peça desculpas Rune, eu que devo me desculpar, mas pelo que vejo você compreendeu os meus motivos! Johann, acho que você deveria dormir, talvez você sonhe com algo que lhe torne útil.

Após dizer isto, Bryam se levantava, sem ao menos esperar que eu o respondesse, afinal ele já sabia a resposta. Ele me guiava pelo mesmo caminho pelo qual haviamos passado para ir até aquela sala, porém desta vez, a face de Bryam era mais suave. Rune havia ficado na sala, certamente ele e Bryam convesariam em quanto eu dormia. Depois de ter me deixado no quarto em que à pouco havia acordado, Bryam voltava pelo corredor confirmando o meu pensamento. Sem nada para fazer, eu me trocava para dormir e logo depois escovava os meus dentes, terminando, eu ia me deitar. Fazendo tudo isso enquanto pensava, sem compreender muito bem, os motivos pelos quais, Bryam não poderia vir a viajar conosco, e era neste momento que uma nova idéia surgia em minha mente, “Eu poderia pedir para que Rune me explicasse isto direito depois”, “Mas será que ele me explicaria?”, Bom... não custa nada tentar.

Havia sido um dia repleto de informações novas( na verdade apenas algumas horas), para quem não se lembrava de nada. Enquanto esperava o sono chegar, eu revizava todasas informações que haviam sido passadas a mim naquele dia, e em alguns momentos o sono chegava, e eu já me encontrava dormindo. Sem ao menos saber o que esperar do dia seguinte.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

4.


- ... Quando eu disse que ao conhecer um pouco sobre a história de sua família, estaríamos conhecendo mais sobre a origem de nossa espécie, não estava brincando.

“Embora se saiba pouco sobre a origem dos Lecters, se sabe que a cerca de quatro gerações atrás um jovem de vinte anos, chamado Alexander Withlock Lecter que possuia habilidades até incomuns entre os membro de outras famílias a não ser a sua, cujos membros eram assim como ele, e que também haviam herdado estas habilidades de seus antecessores.”

“Nesta época começava a surgir a chamada Revolução Industrial na Inglaterra, Alexander era um jovem que se interessava por várias coisas diferentes, e já estava começando a se cansar de ser o único desta forma entre os meios socias e do cotidiano. Foi então que em uma noite ele teve um grande sonho, onde ele concedia poderes a várias pessoas, e assim por diante, até que em um futuro distante todos eram iguais, possuindo a capacidade de ter habilidades sobre-humanas.”

“Animado com o sonho, não demorou muito para que ele começasse a selecionar candidatos, que eram pessoas com bons corações e que saberiam utilizar corretamente suas habilidades. Enquanto fazia isto, ele também pesquisa em meios que não sabemos, sobre como conceder estas habilidades a pessoas até então normais.”

“Apesar desta não ser uma tarefa fácil, Alexander concegui desempenhá-la muito bem. Afinal cada humano já nasce com uma certa tendência para uma habilidade, e Alexander tinha de descobrir qual era à habilidade à que cada candidato tendia. Os estudos de Alexander demoraram cerca de seis anos para serem concluidos com exito. Após isto ele passou a conceder os poderes aos escolhidos, tambéms não se sabe os métodos utilizados por ele, para os escolher, mas suspeita-se que tenha sido através de suas observações sobre as vidas e atitudes de cada um.”

“Três anos de passaram e Alexander ficou satisfeito com os resultados que ele havia obtido, afinal aqueles a quem ele havia concedido as habilidades especiais às estavam utilizando corretamente, não buscando o benefício próprio, mas sim o bem em comum de toda a sociedade. Com isto ele decidiu dar habilidades especiais a outras pessoas no decorrer de um ano, que encerraria assim uma década, desde que ele começou a se dedicar ao projeto.”

“Os anos se passaram e o jovem Alexander que tinha ideias visionárias e inovadoras, já não era mais o mesmo, provavelmente as muitas cr´ticas e perseguições que ele sofria pelos seus parentes, que não apoiavam a sua atitude.”

“Aqueles com habilidades especiais foram se multiplicando, pelo fato de terem filhos, antes que uma desordem surgisse Alexander dividiu-os em classes, criando assim uma hierarquia de três niveis, que hoje é conhecida como a antiga hierarquia de poder, onde os Lecters, que são da família de Alexander estavam em primeiro lugar, os que redeberam poderes diretamente de Alexander estariam em segundo lugar, e em terceiro aqueles que não receberam poderes diretamente de Alexander, ou aqueles que são filhos de algum que recebeu com um humanos ou outra criatura qualquer.”

1º. Lecters

2º. Nobres

3º. Normais

“Com o passar dos tempos, duas novas classes surgiram, das quais nenhuma delas se tinha conhecimento ou estava inclusa na antiga hierarquia, os primordes e aqueles que são filhos de um Lecter com um não Lecter, que sendo assim não possui todo o poder de um lecter e não podem ficar incluidos na mesma classe ou nível que eles. E com a alteração a hierarquia ficou desta forma:

1º. Lecters e primordes

2º. Owens

3º. Nobres

4º. Normais

- Mas como um primorde pode se igualar à um Lecter? – Eu falava comigo mesmo, mas acabava falando alto de mais.

- Johann... Antes de mais nada você deve tirar a ideia de que um Lecter é invencível e que não há nada e nem ninguém que se compare a um Lecter... Por que este pensamento pode causar a sua destruição – Ele dizia – Assim como possuímos uma hierarquia , nós possuímos regras, como por exemplo: Somente um Lecter pode se tornar um primorde. Por isso todo Primorde é um Lecter também.

“ Um primorde é um Lecter que atingiu o estágio máximo de sua habilidade, sofrendo mudanças físicas, temperamentais e entre outras. Portanto ele deve ficar no mesmo nível dos Lecter’s na hierarquia.”

“Owen é o sobrenome que um meio Lecter recebe quando nasce, para diferenciá-los. Eles são mais fortes que os nobres, por possuírem uma ligação com os Lecter’s mais acentuada, ficando assim em segundo lugar na hierarquia.”

“Com isso os nobres ficaram insatisfeitos, por terem sido rebaixados, afinal eles estavam em segundo lugar e agora estavam em terceiro.”

“Não demorou muito para que Marx Owen Lecter, que fôra o primeiro Owen que existiu, ele preveu através de seus poderes que no futuro os nobres se revoltariam contra todos aqueles que estivessem acima deles na hierarquia, e sendo assim tomariam o poder e se tornariam a altoridade maior. Por ainda ser uma criança, Marx não acreditou em suas precisões, visto que isso tudo lhe era revelado por sonhos, sendo encarados por ele como meros pesadelos, chegando ao ponto de se submeter a visitas com um psiquiatra, que o internou, não funcionando, ele acabou por liberá-lo sob-medicação.”

“Os anos se passaram e Marx descobriu da pior forma possível que suas previsões não eram falsas, ou pelo menos meros pesadelos. Após a morte de Alexander, quando seu filho David Lecter iria assumir o seu lugar como chefe de sua família e líder de todos aqueles com habilidades especiais, o esperado aconteceu.”

“Era uma noite de festas e todos estavam reunidos, foi quando todos os nobres e seus aliados se rebelaram contra os Owens e os Lecters, os sobreviventes tiveram de fugir para outro local.”

“Ferido gravemente após a luta Marx, já estava para morrer quando pode prever uma última coisa.”

“Segundo a sua previsão em uma geração próxima um Lecter nasceria e retomaria tudo o que fora perdido, restaurando assim a paz entre Lecters e o restante de nossa raça. E este se tornaria um dos Lecters mais lembrados de todos os tempos, jutamente com os outros.”

“Desde então os Lecters vivem isolados, enquanto aguardam por este garoto.”

“E esta é a nossa história Johann, a história de todos nós.”speciais a outras pessoas no decorrer de um ano, que encerraria assim uma decada