Obs.: Quando forem começar a ler, comecem do prólogo, indo para o capítulo 1, depois para o 2 e assim em diante! ^^

- Sejam bem vindos, meus caros leitores! - Johann dizia em seu tom de voz natural, demonstrando simplicidade e uma certa alegria de ver pessoas compartilhando de seu interesse pela sua história.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

3.

Era perceptível que Bryam estava nervoso e ansioso, afinal a cada três segundos ou menos ele batia com a parte da frente dos pés no chão. Ao olhá-lo com um pouco mais de atenção, ele perguntava:

- Há algo em que eu possa ajudá-lo Johann?

- Sim, gostaria de saber o porquê de tamanha ânsia pela chegada de Rune! – Esta era uma pergunta que eu começava e me fazer, afinal eram incomum aquilo, será que eu estava errado em pensar que aquilo era ânsia? E se... E se ele estivesse com medo de Rune? Serpa que ele havia previsto que Rune lhe faria algo? Por que temer Rune? Antes que eu pudesse formular mais perguntas Bryam me interrompia quando começava a falar.

Ao contrário do que pensas não estou com medo de Rune.- Afirmava Bryam, em uma tentativa fracassada de talvez dar impressão de ter falado a verdade – É que... Ele está atrasado.

- Verdade! – Dizia por fim. Ao ouvir isto Bryam dava um sorriso de contentamento em ver que eu acreditava no que ele havia dito, pelo menos era o que eu queria mostrar, já que a segunda parte do que ele havia falado era verdade. Segundo a previsão de Bryam, Rune deveria ter chegado a cerca de 5 minutos atrás.

- Mais alguma pergunta? – Bryam me perguntava sugestivamente – Talvez assim você me ajude a me distrair e eu fique menos ansioso. – Agora me incentivando.

- Eu tenho pais? Ou algum irmão? – Eu lhe fazia a única pergunta que me vinha à cabeça, atendendo assim ao seu pedido.

Por algum instante Bryam ficava um pouco pálido e paralisado, como se eu o tivesse surpreendido com a pergunta que ele não esperava ouvir, após alguns momentos ele se recuperava e dizia:

- Acho que não cabe a mim lhe contar sobre isto, mas já que fui eu quem lhe pediu para que perguntasse algo então irei responder. Mas que fiques claro que não vou aprofundar neste assunto! – Ele dizia decididamente – Está bem?

- Sim, está! – Eu dizia o respondendo, afinal para esta pergunta o ter surpreendido deveria ser interessante.

- Assim como toda pessoa comum, você tem um pai e uma mãe, embora você não seja como nós chamamos de uma pessoa comum. Eles já não estão mais neste mundo, e quanto ao seu irmão ele desapareceu já a alguns anos, e desde então não temos mais notícias deles, alguns boatos dizem que ele esteja morto, mas ninguém sabe a verdade! Seu nome era James, e também não se sabe o motivo de seu desaparecimento!

- Como meus pais morreram? E como meu irmão desapareceu? – Eu lhe perguntava agora um pouco mais interessado.

- Como já lhe havia dito não vou me aprofundar neste assunto.

Com uma pausa Bryam olhava para a porta dando um pequeno sorriso de lado com a bochecha esquerda, e logo depois voltava a dizer:

- Acho que nosso convidado acaba de chegar!

Em instantes já se podia ouvir um pequeno barulho de passos que ia aumentando gradativamente, eles começavam calmos, mas logo mudavam para passos apressados, continuando, contudo de forma cautelosa, como alguém que tem segurança do que faz, e que está indo para aquilo pelo qual esperou tanto ( No caso uma semana ), certamente estava um pouco preocupado.

A porta que ficava entre o corredor em que haviam passado e a sala em que estavam, começava a se abrir lentamente, ganhando certo impulso, abrindo-se rapidamente. Era então que uma figura na forma de um garoto que pelo seu porte físico tinha aproximadamente 17 anos assim como eu, seus cabelos eram castanhos e curtos, cujo penteado era espetado na parte do tampo da cabeça, e normal nas laterais e na parte de trás, seus olhos eram azuis assim como os meus, só que menos intensos. Ele trajava uma blusa pólo branco, e uma calça preta comum, após percorrer a sala com seus olhares concentrados, ele os fixava em mim, dando assim um pequeno sorriso de satisfação, aparentando estar feliz em me ver bem.

- Olá Johann! – Dizia ele ainda com o pequeno sorriso no rosto, sua voz era calma, mas séria e com certa naturalidade perceptível - Olá Bryam! – Ele dizia se voltando para o Bryam.

- Olá Rune! Espero que tenha tido uma boa viagem. – Bryam respondia receoso quanto a satisfação de Rune.

- Desculpe-me a demora, encontrei um certo problema ao chegar! – Runse falava naturalmente para Bryam de novo de forma que eu não entendia.

- Queria que este fosse o único problema! – Bryam falava sinceramente com uma leve bufada – Sente-se Rune, creio que precisamos conversar.

Era impressionante como a expressão de Rune podia mudar tão rapidamente, passando de uma expressão alegre para uma surpresa e depois para uma mais séria. Quando já iria falar alguma coisa Bryam o interrompia dizendo:

- Por favor?

Ao ouvir isto Rune ia em direção ao sofá em que eu me encontrava e se sentava ao meu lado, enquanto aguardava pelas palavras de Bryam. Algum tempo depois Bryam começava a falar:

- Como você deve saber Johann chegou aqui a cinco dias atrás, onde ficou dormindo desde então... – Bryam dizia tranquilamente, mas com certo receio em sua voz, certamente enquanto se perguntava se deveria mesmo contar lhe sobre isto.

- Sim, eu sei. Prossiga por favor! – Rune falava de forma um pouco rude, demonstrando um pouco de impaciência, enquanto esperava que ele continuasse.

- Ele acordou a pouco, e pelo que pude constar através de algumas observações que fiz, e tudo aquilo que conversamos desde então... Ele não se lembra se nada sobre o seu passado até o momento em que acordou... – A voz de Bryam começava a falhar.

- Mas como... – Rune tentava interromper a fala de Bryam, mas logo Bryam retomava a sua fala.

- Apesar disso ele ainda se lembra de coisas básicas, e tudo o que lhe disse ele já sabe, embora não esteja se recordando.

Após ouvir estas palavras Rune se acalmava um pouco, mas não totalmente dando para se notar ainda certa revolta, como se apenas uma parte do problema estivesse solucionada.

- Concluo que devido a alguma causa desconhecida a nós, ele bloqueou suas memórias, e se isto for verdade, espero que chegue o mais rápido possível o momento oportuno pelo qual ele espera para liberá-las para si mesmo... – E foi assim que Bryam começou uma longa discussão com Rune sobre o aparente problema.

Enquanto Bryam e Rune discutiam sobre o assunto era comum que alternadamente algum deles me olhasse, e ao notar que eu os estava observando dar um pequeno sorriso. Os olhares de Rune eram como os de um jovem que levou seu irmão ao médico e este fala sobre o seu diagnostico para ele. E os de Bryam, eram como os do medico que fala para o irmão do jovem diagnosticado sobre o problema que ele tem. Apesar de nenhum dos dois ser ou meu irmão ou um médico, eu sabia que algo havia entre eles, como uma laço de amizade, onde Rune sabia que podia confiar nas palavras de Bryam, do contrario ele não o escutaria atenciosamente como estava fazendo nesta situação, aceitando suas conclusões e probabilidades, e era assim que o primeiro momento em que alguém demonstrava que eu poderia confiar nas palavras de Bryam acontecia, pelo menos o que eu me lembrava.

Ao acabarem de discutir sobre aquele assunto Rune já se encontrava completamente calmo e Bryam mais seguro, recuperando assim a sua compostura original, a gentil.

- Pelo que vejo a situação em que nos encontramos é um pouco séria, mas nada que não possa ser resolvida. – Rune falava confiantemente – Mas antes de tudo, sinto que você deveria conhecer um pouco da história da sua história... Ou melhor... Da de todos nós. Gostaria de me ouvir falar sobre isto Johann? – Perguntava-me Rune.

- É claro que sim! - Eu o respondia inundado por sua confiança.

- Então deixe-me começar...

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